Amamentação

Fatos práticos sobre a amamentação

Alguns fatos que toda mãe percebe durante (e depois) da amamentação:

. emagrece, mas dá muita fome

. se você não cuidar, vai engordar (e rápido) tudo o que perdeu no pós parto quando parar de amamentar

. dá uma sede incontrolável

. dá muuuuito sono

. pode ser extremamente entediante (caso o bebê demore muito pra mamar)

. não faz o peito cair (o que faz o peito cair é o ganho de peso na gravidez, não a amamentação).

. enquanto amamenta, você vai sentir aquele mesmo calorão que sentia na gravidez

. acaba com aquela fantasia que a grávida tem de que, assim que o bebê nascer, ela vai poder voltar a comer tudo o que quiser (pelo contrário, a dieta fica ainda mais restrita)

Pausa para um comentário: como tenho histórico de diabetes por parte de pai e de mãe, tive que reduzir o consumo de doces drasticamente na gravidez e, durante o último trimestre, fui proibida de consumir açúcar. Ficava sonhando com o dia em que fosse pra casa com o lindão, pois nesse dia, me acabaria de comer uma assadeira inteira de brownies. Mas não cumpri esse sonho.....kkkkkkk.....o medo de que todo aquele chocolate provocasse cólicas nele foi maior do que a vontade de me acabar de comer.

. seu peito vira propriedade pública (kkkkkk): por mais que você tome cuidado, use um paninho sobre o seio, vire para a parede. Não importa, uma hora ou outra você vai acabar mostrando demais.

. dá a impressão de que o recém nascido só pensa em mamar: parece que o bebê só vê o peito na frente. É só chegar perto que eles já vão abrindo a boca e procurando o peito da mãe.

. é muito prático: em qualquer lugar, a qualquer hora, está sempre ali, prontinho e na temperatura certa.


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Amamentar não é um mar de rosas

Nas últimas semanas, tivemos inúmeros posts sobre a amamentação (inclusive aqui no Drops) por causa do desabafo da Fernanda Gentil sobre as dificuldades do processo. Na imensa maioria desses posts, vemos mães e especialistas em amamentação explicarem o quanto é importante amamentar, o quanto é recompensador, o quanto é lindo, o quanto faz bem para o bebê, o quanto faz bem para a mãe, etc.

Não se pode duvidar desses inúmeros fatos que comprovam que amamentar é sim importante. Mas algo que me incomoda é que nunca se fala a verdade sobre a amamentação. Nunca se dá a "cara a tapa", nunca se conta a verdade para as mães e para as grávidas. Com isso, quando a amamentação começa, tudo o que temos na cabeça é o quanto ela é importante, mas não somos preparadas para as inúmeras surpresas desagradáveis que amamentar nos traz.

Por isso, o post de hoje é dedicado a vocês que estão vivendo essa fase difícil ou vão viver. Amamentar pode ser muuuuuito bacana e especial, mas também é extremamente difícil e, às vezes, muito chato, porque:

- Dói!!! Dói muuuuito!
E não será rara a vontade de largar tudo e desistir de amamentar por causa da dor.

- Exige doação total: a mãe tem que estar ali 24h por dia, não importa se ela precisa comer, dormir, usar o banheiro, etc.
Algumas mães relatam fatos até engraçados como, por exemplo, ter que segurar o espirro pra não assustar o bebê, ou estar com tanto sono de madrugada que dormem amamentando a acordam só de manhã.

- Priva a mãe de comer o que ela quer
Chocolate é controlado, refrigerante é proibido, café pode deixar o bebê agitado, se o bebê tiver algum tipo de alergia alimentar, a mãe obrigatoriamente deverá cortar esses alimentos da sua alimentação, pimenta pode irritar as paredes intestinais do bebê, etc...

- Sua roupa precisa ser "amamentável"
Não dá pra sair de casa com qualquer peça. A mãe tem que estar pronta para amamentar em qualquer lugar, então, é preciso que a roupa tenha abertura suficiente pra permitir a amamentação. Camisas, blusas com gola canoa ou outro tipo bem amplo, modelagem envelope (esses são os modelitos diários).

- A mãe, principalmente no início, fica cheirando leite
É tanto vazamento que dificilmente sua roupa passará ilesa. E ainda tem o risco do bebê dar a famosa golfada bem naquela blusa que você tanto ama.

- As dificuldades são muitas e não ficam limitadas só ao começo da amamentação.
O bebê não consegue pegar o peito.
O bebê mama um pouco e já dorme.
O bebê fica com preguiça de mamar o leite mais grosso.
O peito fica machucado.
O peito sangra.
O bebê não aceita mamar na única posição que você encontrou que não machuca seu seio.
Os dentes do bebê começam a nascer e, com eles, vêm as mordidas e toda a dor começa de novo.
O bebê chora sem parar depois de mamar e os pais ficam desesperados até descobrirem que é refluxo, ou alergia alimentar, ou cólica, etc.
O bebê, que dormia a noite toda, passa a acordar de hora em hora pra mamar sem explicação aparente (existe explicação, por isso é tão importante buscar ajuda sempre que precisar).
O bebê passa a rejeitar o peito (desmame natural)

Você passa muito tempo no processo de amamentar.
O bebê mama (alguns, como o lindão, passam de 40 a 50 minutos mamando).
O bebê precisa arrotar (esse processo pode ser imediato ou levar até 30 minutos).
O bebê faz cocô e precisa ser trocado.

As madrugadas são MUITO difíceis.
Não adianta querer poetizar esse momento dizendo que é algo único entre a mãe e o seu bebê. Pode ser sim, mas o fato é que é extremamente cansativo e demorado. Totalmente diferente do que livros e especialistas nos dizem durante a gravidez.
Exemplo:
O bebê chora.
A mãe dá o peito (por até 50 minutos - ou mais)
O bebê precisa arrotar
O bebê vai fazer cocô
Você troca o bebê
O bebê começa a soluçar
Você precisa dar o peito de novo pra acalmar o soluço.
O bebê precisa arrotar de novo
.......já imaginam o resto da história, né?

Algumas mulheres relatam perda de sensibilidade dos seios.
Não é raro receber relator de leitoras e clientes sobre isso. Após a amamentação, o prazer que elas sentiam nos seios durante o sexo, simplesmente acaba. Nesse caso, é preciso falar com o seu médico e, se necessário, buscar ajuda com um Psicólogo.

Não entendam esse post como algo negativo. Ele foi pensado e escrito justamente pra abrir os seus olhos e mostrar que a amamentação não será fácil, mas que você não é menos mãe por sentir toda essa dificuldade. Todas sentem! A mensagem mais importante que eu quero que vocês levem com esse post é que:

Amamentar é uma tarefa muito difícil, mas que dá pra vencer e que é extremamente recompensadora.


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Carta para a mãe que não amamentou

Foi impressionante a quantidade de mensagens e emails que recebi depois que compartilhei o relato da Fernanda Gentil nas minhas redes sociais no fim de semana (sobre o relato, cliquem nesse link para o Facebook e nesse link para o Instagram).

Muitas mães abrindo o coração, desabafando sobre como é difícil não conseguir amamentar. Como é difícil ser julgada pelos outros cada vez que tira a mamadeira da bolsa em público. Como é difícil se aceitar e se perdoar por não ter conseguido fazer algo que a mulher "é programada pra fazer".....dentre outras frases.

Depois de ler e reler esses relatos, tenho algo muito importante a dizer a você, mãe que não amamentou seu bebê:

Em primeiro lugar, parabéns!
Parabéns por ter tentado de tudo para seguir com a amamentação.
Parabéns por ter acreditado em si mesma.
Parabéns pela sabedoria de entender que, se não deu, a mamadeira salva.
Parabéns por entender que não dar o peito não significa amar menos o seu filho.
Parabéns por entender que, com a mamadeira, também é possível estabelecer um vínculo fortíssimo com seu bebê.
Parabéns por ser uma mãe maravilhosa.

Em segundo lugar, não acredite!
Não acredite nos olhares de condenação que você recebe ao ser vista dando a mamadeira em público.
Não acredite quando ouvir que criança que não mama no peito terá problemas de saúde no futuro.
Não acredite que você é menos mãe por estar amamentando seu filho com a mamadeira.
Não acredite que você é uma pessoa fraca, incapaz ou "com defeito".
Não acredite que seu filho ficará traumatizado por não ter recebido o carinho do seu peito.
Não acredite na frase ridiculamente repetida atualmente de que, só quem amamenta, é uma mulher verdadeiramente "empoderada".
Não acredite em nenhuma dessas besteiras....absolutamente nenhuma delas, pois isso é o que elas são. Grandes, imensas e absurdas besteiras.

As pessoas que ousam dizer isso pra você não sabem de nada, não entendem nada, não conhecem suas lutas nem sua história. As pessoas que dizem isso se acham superiores mas, na verdade, são muito inferiores a você, pois não têm o que de mais importante deveria existir no ser-humano: compaixão, empatia, generosidade.

Amor de mãe não vem do leite não!!
Amor de mãe vem do coração.
Amor de mãe vem da alma.
Amor de mãe está sim na mamadeira, pois é ela quem está alimentando o seu filho.
Amor de mãe vem sim da mamadeira, pois é você quem está ali dando colo, calor, carinho, toque, olhar, abraço e alimento para o seu filho.

A amamentação é muito mais difícil do que as campanhas e as "super mães" querem te fazer acreditar que é.

Nunca diga: não consigo me perdoar por não ter amamentado, pois não há nada a ser perdoado. Perdoar o quê? Ter preocupação com o bem estar da criança? Ficar desesperada ao ver o bebê chorando de fome? Se preocupar com o fato do seu filho não ganhar peso? Não há o que ser perdoado.

Amamentar não faz de ninguém uma boa mãe. Se fosse assim, como estariam as mães adotivas maravilhosas que temos pelo mundo?

E, por último, para essas pessoas que tanto te incomodam, que tanto te julgam, que tanto te condenam, tenha apenas uma frase na ponta da língua:

"Amor de mãe não vem do leite! Vem do coração"


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É pecado não gostar de amamentar?

É impressionante a quantidade de leitoras que entram em contato comigo fazendo justamente essa pergunta. Mães que conseguiram amamentar, já pararam de sentir as dores nos seios, já venceram todos os desafios, mas continuam não vendo todo esse prazer, plenitude e poesia que assistem nas campanhas e leem nas redes sociais e revistas quando o assunto é amamentação.

Calma, queridas!!! Não amar a amamentação não faz de vocês péssimas mães e é bem mais comum do que parece (como vocês podem ver pelo início desse post, né?).

Eu mesma, devo confessar que nunca senti esse prazer que tanto dizem pela amamentação. Lutei, sofri pra caramba, venci todos os problemas e dificuldades, mas passei os 11 meses em que amamentei o lindão buscando essa tal sensação de plenitude que tanto lia nos grupos de maternidade do Facebook ou que via nas entrevistas ou matérias da TV.

Amamentava sim, me sentia feliz por ter conseguido, mas era só. Amamentei por saber da importância do leite materno para o bebê, mas ao mesmo tempo, contava os dias para a Introdução Alimentar, pois morria de curiosidade pra ver as caretinhas dele ao provar novos sabores. Queria muuuuito ver como seria pra ele conhecer essa grande e maravilhosa aventura que é comer.

Quando ele desmamou, fiquei um pouco chocada com a reação dele, mas isso não me entristeceu em nada...ou me frustrou. E confesso algo que muitas pessoas acham extremamente polêmico: não sinto a menor falta da amamentação.

Vejo muitas mães que dizem sofrer com a saudade até hoje, mesmo com os filhos grandes. Sentem falta do contato, do chamego, do amor.......eu realmente não sinto que a mãe precise da amamentação pra sentir tudo isso com a criança.

Amamentar é bom sim, você se sente vitoriosa, você está alimentando seu bebê, é extremamente prático (rsrsrsrs), mas não ser completamente apaixonada pelo ato não me faz uma má pessoa.....e nem vocês, mamães do Brasil todo, que se sentem péssimas por não estarem morrendo de amores pelo ato de amamentar.

Vocês são absolutamente normais......e acima de tudo, são ótimas mães!! Se gostar de amamentar fosse a medida para saber se uma mulher é boa mãe ou não, como ficariam as mães adotivas? E as mães que não tiveram leite? E as mães que não conseguiram amamentar? E as mães que optaram por não amamentar? Todas são mães. Todas amam seus filhos. Todas merecem respeito. Todas são mulheres incríveis!


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Itens que ajudam na amamentação

Continuando com a temática da Semana Mundial de Amamentação, hoje dou dicas de produtos que me ajudaram muito quando amamentava o lindão.

Conchas: como falei nesse post, as conchas praticamente salvaram a minha vida!!

Absorvente para seios: enquanto estava em casa, ficava com as conchas, mas na rua, precisava dos absorventes. Eles são indispensáveis, pois evitam as manchas indesejadas na roupa causadas pelo vazamento do leite. Usava muito pra dormir também. Dá uma segurança enorme pra mãe e não marca nada...ninguém percebe que você está usando.

Pomada cicatrizante: fundamental para quando o seio fica machucado ou com fissuras. Elas aceleram o processo de cicatrização e algumas ajudam a melhorar a resistência da pele. A minha salvação foi aCicatenol. Passava depois de cada mamada.

**Itens importantes, mas que não cheguei a usar:

Bolsa térmica de gel: ela é ótima porque vai tanto para o freezer quanto para o microondas. Gelada, ela ajuda a diminuir a produção de leite quando a mama está empedrando. Quente, ela contribui para o aumento da produção (quando a mãe está com dificuldade com a descida do leite, por exemplo).

Bombinha: muito importante pra quando a mama está muito cheia e o bebê ainda não dá conta de mamar tudo. Além disso, vai ser uma mão na roda quando a mãe voltar ao trabalho e precisar deixar o leite armazenado para o baby.

Aplicativo de celular: existem muitos aplicativos bacanas para a amamentação. Eles ajudam a mamãe a se organizar, anotar qual foi a mama que o bebê mamou por último, a medir o tempo da mamada, etc.....é só pesquisar por amamentação. Os mais bem cotados são esses: Diário da AmamentaçãoBreastfeedingAlimentar o Bebê. Quando amamentei o lindão, não era muito íntima dos apps....rsrsrsrs.....uma pena, pois eu teria usado muuuuuuuuuuuito!!!!!


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Será que o bebê está mamando bem?

Já que estamos na SEMANA MUNDIAL DE AMAMENTAÇÃO, vamos falar desse tema tão importante, né?

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Nossa!!!! Não me surpreendo ao ver a quantidade de leitoras que me enviam essa pergunta, afinal, essa é a dúvida que atormenta todas as mães que estão amamentando, principalmente nos 3 primeiros meses.

Então, vamos conhecer os sinais de que o bebê está mamando certinho?

* Fralda suja: se a fralda do bebê está sempre com xixi ou cocô é sinal de que ele está se alimentando.
* Xixi clarinho e sem cheiro forte: isso indica que o bebê está bem hidratado, ou seja, mamando direitinho.
* Relaxamento: se o bebê acaba a mamada bem tranquilo, sonolento e relaxado, é porque mamou bem.
* Ganho de peso: nas consultas mensais com o Pediatra, você vai acompanhar direitinho o peso do bebê e, ele estando bem, indica que está tudo certo com o mamá.
* Soninho gostoso: se o baby dorme bem nos intervalos das mamadas, é sinal de que está satisfeito.
* Mamas macias: depois da mamada (principalmente nos primeiros 2 meses), as mamas ficam mais macias e parecem vazias.
* Bochechas cheias e som de engolir: durante a mamada, você percebe as bochechas cheias de leite e ouve o barulhinho das engolidas do bebê.

E tem o outro lado, né? Sinais de que o bebê não está mamando bem:

* Peso abaixo do esperado: isso, só o Pediatra irá dizer, ok?
* Som de beijinho durante a mamada: esse barulho indica que a pega não está certa e que o bebê está engolindo ar e recebendo menos leite.
* Xixi muito amarelo e com cheiro forte: sinal de que o bebê precisa de mais líquido, ou seja, mais mamá.
* Agitação: durante os intervalos das mamadas, o bebê não relaxa, não dorme tranquilo, chora muito.....sinal de fome.
* Mamas duras e doendo: se mesmo depois da mamada as mamas continuam doloridas e muito cheias, o bebê não mamou tudo o que precisava ainda.


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O que ter sempre a mão na hora de amamentar?

Mais uma pergunta que recebo bastante das leitoras grávidas por email e pelas redes sociais: Na hora de amamentar, o que é bom ter à mão pra facilitar a vida da mãe?

Fiz uma lista baseada na minha experiência e, também, na experiência das minhas clientes...

Almofada: ela aumenta MUITO o conforto das costas e dos braços. Na falta dela, vale a pena usar umtravesseiro, uma almofada da casa ou sentar em uma poltrona ou sofá de braço alto. O importante é ter onde apoiar o braço, do contrário você ficará com bastante dor nas costas e nos ombros.

Água: amamentar dá MUUUUITA sede, pois é durante a amamentação que o organismo produz a maior parte do leite. Tenha uma garrafinha (ou mais) sempre ao seu lado (copo costuma não ser o suficiente).

Paninho de boca: caso o bebê devolva o leite, ter um paninho por perto ajuda bastante na hora de limpar, pois eles têm o poder se sujar tudo....rsrsrs....a roupa deles, a sua, a poltrona, a almofada, etc....

Caderno ou celular com app de amamentação: pra anotar qual foi a última mama que o bebê mamou (na próxima mamada, você começa pela outra), quanto tempo durou e a que horas foi a mamada. O celular também ajuda bastante a passar o tempo quando o baby demora pra mamar (até os 3 meses, o lindão ficava 45 minutos mamando....eu me atualizava nas redes sociais enquanto isso...rsrsrsrs)

Tesourinha: enquanto mama, o bebê fica bem sonolento e calmo...esse pode ser o momento ideal para cortar as unhas dele. Se você não conseguir, peça para outra pessoa fazer.

Um lanchinho: muitas mulheres sentem uma fome doida enquanto amamentam. Ter um lanchinho à mão ajuda muito nessas horas. As adeptas da Livre Demanda, sempre comentam que encontram na hora da mamada um momento precioso pra conseguirem, enfim, comer!


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Como aumentar a produção de leite?

Depois dos dois posts que fiz semana passada falando sobre a amamentação (aqui e aqui), algumas mamães de recém-nascidos entraram em contato comigo dizendo que querem produzir mais leite, mas não sabem como. Outras, pediram para eu relatar como foi esse período pra mim......resolvi unir as duas coisas aqui. Então, vamos lá.....

Água...muuuuita água: mantenha-se bastante hidratada. Durante a mamada, é comum sentirmos muita sede, o que facilita a ingestão da água, mas nos demais períodos do dia, a mãe pode esquecer disso. O organismo precisa de muito líquido para conseguir produzir o leite materno. O normal é ingerirmos 2 litros por dia, né? Pois durante a amamentação, os médicos indicam que essa quantidade passe para 3 litros diários.
Como foi comigo: tenho bastante dificuldade em tomar água, mas me forçava durante a amamentação. Nunca consegui chegar aos 3 litros, mas chegava aos 2 litros diários facilmente. Não tomava apenas água pura, mas também muito chá de hortelã gelado e sucos naturais.

Alimente-se bem: esqueça o peso ou a pressa de voltar ao peso que estava quando engravidou. Amamentar vai te ajudar a emagrecer naturalmente. Por isso, nada de ficar sem comer. Faça todas as refeições normalmente, mas prefira alimentos leves, naturais e integrais. Muitas frutas e legumes. Com isso, você ajuda a produção do leite a aumentar e também garante uma qualidade TOP para o baby.
Como foi comigo: nas primeiras 3 semanas, fiquei extremamente sem apetite, mas me forçava a comer nos horários certinhos. Minha mãe ficou em casa durante 15 dias e ela preparava todas as refeições...isso me ajudou demais!!

Suco de uva integral: tomar um copo por dia ajuda na produção e é extremamente benéfico para a sua saúde e a do bebê.
Como foi comigo: sempre tomei um copo diário de suco de uva, mesmo bem antes de engravidar, então, foi algo natural.

Não estipular tempo de duração para a mamada: quanto mais o bebê sugar, mais leite você terá (80% do leite é produzido enquanto o bebê mama), por isso, deixe que ele mame até a mama ficar vazia. Quando ele soltar do peito e estiver bem relaxado e sonolento, é sinal de que mamou tudo o que queria.
Como foi comigo: a vontade de interromper era grande, não vou mentir pra vocês, pois o lindão ficava 45 minutos mamando....era uma eternidade!! Mas respeitei o tempo dele e, aos 3 meses, com mais força e prática, ele passou a mamar só 5 minutinhos em cada seio...era o paraíso! Rsrsrsrs.....

Busque ajuda: caso venha a se sentir insegurança, não tenha medo ou vergonha de buscar ajuda. Procure o Banco de Leite ou um Especialista (atendo também à distância) e tire todas as suas dúvidas.
Como foi comigo: aos 2 meses, enfrentei uma grande dificuldade com a amamentação, pois o lindão resolveu que não queria mais se esforçar pra mamar o leite grosso. A Pediatra me indicou uma médica especializada em amamentação e essa foi a minha salvação!!

Medicamentos: existem medicamentos que ajudam a aumentar a produção do leite materno. Fale com seu Médico se realmente sentir essa necessidade.
Como foi comigo: não tomei nenhuma medicação.

Mantenha a calma: o seu estado emocional está diretamente ligado à sua produção de leite. Por isso é tão importante procurar ajuda profissional assim que perceber que está se sentindo mal, insegura, tensa ou nervosa.
Como foi comigo: como comentei acima, busquei ajuda médica.

Durma sempre que puder: aquela máxima que lemos em todos os livros sobre a amamentação - durma sempre que o bebê dormir - é extremamente irreal. Nem sempre dá pra dormir quando o bebê dorme (afinal, você também precisa tomar banho, se alimentar, receber visitas, ir ao banheiro, etc), mas assim que perceber que tem um tempinho, corra deitar. Quanto mais descansada você estiver, mais leite irá produzir.
Como foi comigo: admito que dormi beeeeem menos do que poderia, pois ficava inventando o que fazer, por exemplo: via a louça na pia e ia lavar quando poderia muito bem deixar ela lá e dar um bom cochilo.

Use a bombinha de sucção: se está achando que seu leite não é o suficiente, use a bombinha entre as mamadas. Lembre-se: quanto mais leite sair do seu peito, mais leite o organismo irá produzir.
Como foi comigo: nunca usei uma bombinha....rsrsrsrs......nem imagino como seja a sensação.

Atente para a pega do bebê: muitas vezes, o leite parece pouco porque o bebê não está mamando corretamente. Com a pega errada, sai bem menos leite e isso, claro, irá atrapalhar o ganho de peso do bebê e ele estará sempre com fome. Fazendo a pega correta, o leite flui bem e sacia de verdade a criança.
Como foi comigo: demorei uns 3 dias pra acertar a pega e é imensa a diferença que ela faz na qualidade e na quantidade do aleitamento materno.

Cuide do seu seio: se estiver com dor, vai ficar estressada a cada mamada e isso acaba secando o leite ou pelo menos diminuindo drasticamente a produção. Siga as dicas que passei nesse post pra garantir uma recuperação mais rápida.
Como foi comigo: as primeiras semanas foram terríveis. Sentia muita dor meeeeeesmo!!! Graças a Deus, descobri essas dicas a tempo e pude recuperar as mamas antes de desistir da amamentação.

Use uma sonda: algumas mulheres têm realmente muita dificuldade na produção de leite. Para esses casos, existe uma técnica chamada de translactação. Nela, você usa uma sonda com leite artificial na hora da amamentação. O bebê suga o seio normalmente e recebe o leite da sonda sem perceber. Conforme ele vai sugando, o organismo vai produzindo o leite materno até normalizar a quantidade. Daí, você pode deixar a sonda de lado e amamentar normalmente o seu bebê.
Obs: esse método é muito utilizado por mães adotivas que sonham em amamentar seus bebês...e sim!!! Elas produzem leite mesmo sem terem engravidado.

Peito inchado não é obrigatório: muitas mães acham que não produzem leite suficiente porque não ficam com as mamas bem cheias. Isso não é sinal de pouco leite. O normal é que as mamas fiquem cheias demais nos primeiros meses, já que o organismo ainda está se adaptando à quantidade que o bebê precisa, mas isso não ocorre em 100% das vezes. Muitas mulheres já oferecem a quantidade certa para o bebê desde o início e, por isso, não ficam com as mamas tão cheias. Se o bebê acaba de mamar e fica tranquilo, relaxado e está ganhando peso, é porque está mamando o suficiente.
Como foi comigo: meus seios ficaram beeeeeem inchados e duros no primeiro mês. Chegavam a arder, mas depois desse tempo, normalizaram.


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Se preparando para a amamentação

Depois do post de ontem, recebi muitos emails de gravidinhas me perguntando como elas devem preparar os seios para não sofrerem com as fissuras.

Antes de mais nada, devo dizer que, por experiência própria, essas dicas ajudam, mas não evitam totalmente o  problema. Eu mesma, sofri muito com os machucados nos seios, mas por eles estarem já fortalecidos devido a esse tempo de preparo, não chegaram a rachar como foi o caso de amigas minhas.

Então vamos lá:

- Sol: 10 minutinhos de sol direto nas mamas todos os dias já vão ajudar a pele do mamilo a se fortalecer bastante.
- Deixe estar: nada de hidratantes, óleos, sabonetes e loções nos bicos e no mamilo. Passe só ao redor mesmo, na mama. Deixe o bico sem nada. Isso facilita bastante o processo de fortalecimento da pele.
- Pega: leia tudo o que puder sobre a pega correta. Vá a cursos para gestantes, consulte as enfermeiras do Banco de Leite de sua cidade, fale com uma especialista (atendo também à distância, via whatsapp, email e skype).
- Converse com quem está amamentando ou já amamentou: fundamental para se preparar física e psicologicamente para este momento.

Para depois que o bebê nascer:
- nunca deixe o bebê com muita fome. Dê o peito aos primeiros sinais. Se ele pegar a mama faminto, vai sugar com muita força e isso acaba ferindo a mãe.
- se a mama estiver cheia demais na hora da mamada, faça uma massagem em toda a aureola e no bico, com movimentos circulares até que essa parte fique mais mole. Se precisar, faça um pouco de ordenha manual para aliviar a quantidade de leite. 

Mitos:
- Bucha: além de não ajudar em nada, ela ainda tira a película protetora da pele, abrindo a porta para possíveis infecções e deixando o seio muito fragilizado.
- Cremes preventivos: não fazem efeito no antes. Esses cremes funcionam como cicatrizantes no tratamento das fissuras. Não previnem.


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Como cuidar das fissuras nos seios

Conheço poucas - pouquíssimas - mães que passaram pela amamentação sem nenhum problema nos seios. Mesmo cuidando da pega, preparando durante a gravidez, tomando todos os cuidados, as fissuras aparecem e, com elas, muuuuita dor e vontade de sair correndo assim que o bebê chora de fome.

Alguns cuidados ajudam a enfrentar (e curar) esse problema:

- a cada mamada, molhe o bico do seio com o seu próprio leite e deixe secar naturalmente.
- tome sol diretamente nos seios duas vezes por dia (10 minutos cada vez). Não vale com a janela fechada, pois o vidro bloqueia justamente os raios que você precisa.
**se não tiver sol, você pode usar uma lâmpada de 40W ou 60W (jamais chegue muito perto do seio com a lâmpada - uns 30 cm são suficientes).
- use bico de silicone para diminuir a dor na hora da amamentação (algumas mães se adaptam super bem a ele, já outras, não conseguem usar).
- mude a posição da mamada para que a pressão da boquinha do bebê fique localizada em outra parte do seio. Nesse link, vocês vão ver as posições que são indicadas na hora da amamentação.
- use conchas de amamentação: elas deixam o bico do seio livre de qualquer atrito, o que ajuda demais na cicatrização.
- aplique uma pomada cicatrizante: esse item também varia muuuito de mulher pra mulher. No meu caso, a salvação foi a Cicatenol. O importante é que o produto não precise ser retirado na hora da mamada, pois o atrito machuca ainda mais o bico.
- fique sem sutiã sempre que possível: deixe a pele respirar pra acelerar a cicatrização. Essa parte é incômoda, pois a gente fica pingando leite pela casa inteira, mas é muito importante. Ande com um paninho ou toalhinha sempre à mão e não passe diretamente no bico, use só pra tirar o excesso de leite que escorrer pela pele.
- se a dor estiver insuportável, tire o leite com a bombinha e ofereça ao bebê na mamadeira, copinho ou colherinha por uns dias.

Se nada resolver, é hora de procurar o seu médico, pois você pode estar com algum problema maior, como por exemplo, um fungo no bico do seio, o que causa muita dor, ardência e vermelhidão.

**E o principal: veja se a pega do bebê está certa. Se estiver em dúvida, chame uma especialista (o Dropsatende também à distância, ok? Via WhatsApp, Email e Skype) ou vá até o banco de leite mais próximo. O que é a pega correta?


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Como fazer o bebê pegar a mamadeira?

Uma dúvida que recebo muito das leitoras é essa: a licença-maternidade vai chegando ao fim e a mãe entra em pânico quando vê que o bebê não quer saber da mamadeira. Existem algumas dicas que ajudam nessa transição tão importante:

*Começar antes
O bebê precisa de tempo para se adaptar à nova realidade. Não adianta apresentar a mamadeira pra ele só na última semana de licença. O ideal é começar a introdução quando faltarem 60 dias para o retorno da mãe ao trabalho.

*Oferecer aos poucos
Mais uma vez, é preciso calma para que a criança possa se adaptar com tranquilidade. Para isso, comece oferecendo a mamadeira uma vez por dia apenas. Vá aumentando aos poucos, conforme a aceitação do bebê for melhorando.

*Peça para outra pessoa oferecer
Da mãe, o bebê só quer peito! Por isso, se você for tentar oferecer a mamadeira, dificilmente o bebê vai aceitar. Peça para outra pessoa fazer isso por você no início. O pai, os avós, os tios, a babá, enfim...alguém de confiança. Na hora, fique longe. Não deixe o bebê te ver. Esse método facilita bastante a aceitação da mamadeira.

*Molhe o bico
Assim como no início da amamentação, nós molhamos o bico do seio com o leite, fazer isso com a mamadeira ajuda bastante. Molhe o bico no seu leite e deixe o bebê sentir que é o mesmo leite que ele já está habituado.

*Acerte o fluxo
Mamar no peito exige muito esforço do bebê. Ele está acostumado a sugar com força pra obter uma pequena quantidade. Por isso, bicos com fluxo intenso podem engasgar. É importante oferecer sempre o bico inicial ao bebê, mesmo que ele não seja mais recém-nascido. Comentei isso nesse post, lembram?

*Mude de marca
Se nada funcionar, é hora de mudar a marca (o bico, na verdade), pois cada bebê tem sua preferência. Por aqui, tentei a NUK por 2 semanas, a Lillo por 1 semana e, enfim, o lindão pegou a da MAM, que usa até hoje.

*Aposte no copinho
Se o bebê não aceitar a mamadeira de jeito nenhum, hora de tentar o copinho de transição. Algumas crianças simplesmente não gostam da mamadeira e se adaptam super bem ao copinho.


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As dificuldades da amamentação


Como comentei nesse post, a amamentação não foi nada fácil pra mim. Mas por que é tão difícil amamentar? Por que a realidade é tão diferente do que vemos na TV e nas campanhas? O que tem de errado com as mulheres que encontram dificuldade de amamentar?

Não tem nada de errado! Amamentar é muito difícil e, ao contrário do que querem nos fazer acreditar, não é natural ou instintivo. Tanto o bebê quanto a mãe precisam aprender e isso nem sempre acontece logo nos primeiros dias. A pedido de muitas leitoras, fiz um apanhado das principais dificuldades que podem acontecer nesse processo e aponto as soluções. Espero que ajude vocês, mamães e gravidinhas:

Meu seio tem bico invertido:
Já durante a gravidez, use as conchas de amamentação pra começar a formar o bico do seio. Depois que o bebê nascer, continue usando as conchas e, se precisar, amamente com um bico de silicone pra facilitar a pegada.

O bebê está rejeitando o seio:
Evite usar sabonete, cremes ou perfume na região. Qualquer cheiro estranho pode tirar o interesse do bebê, pois acaba disfarçando o cheiro do leite (quando nasce, tudo o que o bebê quer é o cheiro natural da mãe e o do leite materno). Se ainda assim, o bebê continuar não querendo o peito, passe um pouco do seu leite no bico.

O leite está demorando pra descer:
Em primeiro lugar, se acalme. A ansiedade atrapalha muito a descida do leite. Lembre-se de que, antes do leite, existe o colostro, fundamental para a saúde do bebê. Pra estimular a descida, faça massagem nas mamas, principalmente durante o banho. Vale também balançar as mamas para cima e para baixo em movimentos amplos e rápidos. E o mais importante: estimule. Coloque o bebê pra mamar e, se precisar, use a bomba extratora pra aumentar ainda mais o estímulo. Quanto mais o bebê suga, mais rápido o leite desce.

Me sinto muito insegura:
Procure ajuda no Banco de Leite, na maternidade ou com uma profissional. Ter o apoio de alguém especializado no assunto sempre traz mais tranquilidade.

O bebê sempre dorme no meio da mamada:
Isso é super comum, pois mamar dá calor e cansa bastante a criança. Pra ajudar, busque um ambiente arejado pra oferecer o peito e, durante as mamadas, estimule a criança com carinhos nas bochechas, cócegas nos pés, algodão molhado no rosto. Vale também pegar na mãozinha do bebê e esticar levemente o bracinho. Não deixe que ele pegue no sono....evitar o cochilo é mais fácil do que acordar o bebê depois que ele já cochilou no peito.

Meu seio rachou:
Esse é o problema mais complicado, pois a dor nos faz querer jogar tudo pro alto e deixar a amamentação de lado. Mais uma vez, busque ajuda de especialistas pra ver se a pega do bebê está correta. O bico de silicone diminui bastante o desconforto. Use pomadas cicatrizantes e o próprio leite materno. Tome bastante sol diretamente nos bicos dos seios pra aumentar a resistência deles. O creme que me ajudou muuuuito foi o Cicatenol. Foi milagroso! Outra dica pra aliviar a dor é mudar a posição do bebê. Se ele mama na posição tradicional, mude para a inversa ou a em pé.

Meu leite empedrou:
Sempre tire o excesso com a bomba ou a ordenha manual depois das mamadas. Se der febre, faça compressa com gelo pra aliviar e diminuir um pouco a produção. Faça massagem em movimentos circulares em toda a mama e aperte suavemente o bico do seio antes de cada mamada pra ajudar o leite a começar a fluir melhor. Sobre a massagem: faça movimentos circulares com as pontas dos dedos indicador e médio sempre do bico para a base procurando os nódulos e mantendo a outra mão como apoio. Sobre a ordenha manual: coloque os dedos indicador e polegar em forma de “C” no final da borda da auréola (e não no bico) e faça movimentos rítmicos para a saída do leite.

Tenho pouco leite:
Pra aumentar a produção, faça o bebê sugar e utilize a bomba quando ele estiver dormindo. Lembre-se: quanto mais estímulo, mais leite. Obs: suco de uva integral e sem adição de açúcar é eficiente pra aumentar a produção de leite.

Sinto muita dor nas costas durante as mamadas:
Use um apoio para os braços e evite ficar curvada. Vale um travesseiro, o braço do sofá ou de uma cadeira e, principalmente, as almofadas de amamentação, que ajudam demais!!

A posição de amamentar é muito ruim:
Não existe posição certa para a mãe. Você amamenta da forma em que se sente mais confortável. No meu caso, era com as pernas cruzadas. Assim, ficava super tranquila pra amamentar o pequeno. Evite amamentar deitada, pois a posição horizontal pode provocar otite no bebê.


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Dicona sobre amamentação

Quando meu baby estava com 2 meses, começou a simplesmente não querer mais mamar o leite gordo (aquele que vem na segunda etapa da amamentação, lembram?).

Nos primeiros minutos da mamada, o bebê toma o leite mais leve, composto basicamente por água. Depois vem o leite mais gordo, que realmente alimenta e tem consistência mais grossa. Justamente por causa dessa consistência, essa segunda etapa é mais difícil para os pequenos, pois requer um esforço bem grande.

Quando chegava no leite grosso, ele desistia de mamar e chorava MUITO, afinal, estava com fome ainda, né?

A Pediatra dele me encaminhou a uma especialista em amamentação e posso dizer que essa mulher salvou a amamentação aqui em casa. Ela me ensinou a técnica da COMPRESSÃO DAS MAMAS.

Com essa técnica, o leite flui mais fácil e a mãe ajuda o bebê a receber o leite grosso até que ele aprenda e tenha força suficiente para consegui-lo por conta própria.

Encontrei esse vídeo no YouTube que mostra a técnica. Está em inglês, mas mesmo quem não entende a língua vai aprender com facilidade, pois as imagens são mais do que suficientes. Espero que a técnica ajude vocês, mamães. Aqui em casa foi praticamente milagrosa.

Obs: no vídeo, o médico mostra a compressão apenas de um lado da mama, mas ela pode ser feita em todo o seio, ok? Tanto do lado de fora - como aparece no vídeo - quanto do lado de dentro, ou na parte de cima, ou mesmo na parte de baixo do seio. Eu achava mais fácil usar o braço descansado, ou seja, se o baby estava mamando do lado esquerdo, comprimia a mama com a mão direita. Essa forma que aparece no vídeo é um pouco mais difícil. Cliquem na imagem pra ver o vídeo:

(a técnica propriamente dita aparece só aos 1:50 minutos do vídeo, ok?)


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Bebê sonolento X Amamentação

Muitas mamães de recém nascidos me escrevem comentando que têm muita dificuldade pra amamentar, pois os pequenos só querem dormir. Achei bacana transformar esse tema em post, pois é algo muito comum nessa fase inicial.

Os bebês realmente sentem muuuuuito sono!! Dormem praticamente o dia todo, mas precisam se alimentar, né? Então, cabe aos pais apelarem para alguns truques (pelo menos 1 deles vai dar certo com seu baby). Eles valem tanto para acordar o bebê na hora da mamada quanto para despertá-lo quando pega no sono mamando.

- Algodão molhado: molhe uma bolinha de algodão na água (em temperatura ambiente - nem gelada, nem morna) e passe no rosto do bebê, principalmente testa, bochechas e nuca.

- Tire a roupinha do baby: vá aos poucos, começando pelas meias, se não funcionar, tire as luvinhas (caso use). Não adiantou? Tire a calça.....e assim vá indo mesmo que seja preciso deixar o pequeno só de fralda (no inverno, cubra-o com uma manta, ok?).

- Faça cócegas: suavemente, faça cócegas nos pés do bebê. Também vale cintura, pescoço e axilas.

- Respire fundo: muitas vezes, basta o movimento do seu tronco para acordar a criança e fazê-la voltar a sugar.

- Leve pressão: faça movimentos do queixo ao pescoço do bebê, com uma leve pressão.

- Troque o lado da mamada: a movimentação para mudar de peito acorda o baby. Neste item, vale também mudar a posição da mamada: a "cavalinho" é muito boa, com o bebê sentado.

- Troque a fralda: aproveite o momento pra trocar a fralda, já que, ao ficar sem roupas, o baby acaba despertando (não indico essa tática para as mamadas da madrugada).

- Faça a compressão da mama: apertando o seio, o leite irá sair e, automaticamente, o bebê começará a mamar de novo.

IMPORTANTE: se o bebê estiver constantemente com muuuuuita dificuldade pra acordar, sem reação motora quando vocês puxarem o bracinho, por exemplo, é bom falar com o Pediatra, pois isso pode ser sinal de hipoglicemia e precisa ser avaliado, ok?

Texto bem bacana sobre isso:

O que é hipoglicemia?

Hipoglicemia significa "pouco açúcar no sangue" (baixo nível de glicose no sangue). Quando um bebê fica hipoglicêmico, e o problema não é tratado, ele pode ter problemas de saúde -- assim como qualquer pessoa. Cada célula do corpo precisa de um suprimento de açúcar (a glicose) para funcionar. 

Recém-nascidos saudáveis fabricam glicose a partir do açúcar e dos nutrientes presentes no colostro, o líquido que os seios da mãe produzem antes do leite materno em si. Mais tarde, os bebês produzem glicose a partir do leite materno já maduro. 

Quando o nível de glicose no sangue fica abaixo do recomendável, o bebê pode ficar apático, molinho, com tremores nas extremidades, e corre o risco de ter convulsões. Se a glicose no sangue ficar baixa por muito tempo, podem ocorrer lesões cerebrais. 


Por que alguns bebês ficam com hipoglicemia?

A grande maioria dos bebês saudáveis, que tenham nascido depois de 37 semanas de gestação, não corre risco de ter hipoglicemia. Eles conseguem compensar com facilidade as quedas normais no nível de açúcar no sangue. Com a amamentação no sistema de livre demanda, ou seja, sempre que pedir, o bebê obtém todo o leite de que precisa para manter os níveis de glicose estáveis. 

Alguns bebês, no entanto, correm risco de ficar com hipoglicemia. São eles: 
  • Bebês prematuros e que nasceram com baixo peso para a idade gestacional. Pode ser que eles tenham baixos níveis de glicogênio no fígado (reserva necessária para fabricar a glicose). Como eles têm poucos depósitos de gordura no corpo, também ficam sem ter de onde tirar energia extra. Além disso, como são pequenos, podem ter dificuldade de mamar.
  • Bebês de mães diabéticas.
  • Bebês que tiveram dificuldade respiratória logo depois do parto.
  • Bebês que sofreram de hipotermia (baixa temperatura do corpo).

Os médicos costumam fazer exames para medir a glicose no sangue dos bebês que correm risco especial para a hipoglicemia. Exames de sangue analisados em laboratório são mais precisos que aqueles feitos com aparelhinhos instantâneos e uma gotinha de sangue. 


Como a amamentação é afetada?

Na década de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) começou a ficar preocupada porque, na tentativa de corrigir a hipoglicemia, os médicos estavam desestimulando o aleitamento materno, já que a primeira providência para elevar o nível de açúcar no sangue de um recém-nascido hipoglicêmico era dar fórmula artificial de leite ou água com açúcar. Essas medidas realmente corrigem rápido a hipoglicemia, mas também têm desvatagens: 
  • se o bebê receber uma quantidade de fórmula muito grande, o estômago dele ficará distendido e ele "esperará" o mesmo volume quando mamar no peito, o que pode não acontecer, já que a fabricação de leite materno ainda está se estabelecendo.
  • se o bebê tomar muita fórmula, pode ficar sonolento e perder o interesse pelo seio por algum tempo.
  • a mãe pode ficar com a impressão errônea de que o leite dela não é o melhor alimento para o bebê.
  • se o bebê receber mamadeira antes de aprender a fazer a "pega" correta no seio, ele pode ter dificuldade para mamar no peito.
  • a amamentação exclusiva -- sem nenhum outro complemento -- é comprovadamente a melhor maneira de dar ao bebê proteção contra alergias e infecções.


Qual é a orientação de tratamento?

Atualmente, a posição da Organização Mundial da Saúde é que não se sabe exatamente qual é o nível "correto" de glicemia em um recém-nascido saudável, amamentado no peito. Por isso não há muito sentido em fazer exames, a não ser que apareça algum outro sintoma preocupante. Como essa diretriz é relativamente nova, é possível que muitos pediatras ainda prefiram tratar bebês que estejam com níveis baixos de açúcar no sangue. 

Fonte: BabyCenter


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Amamentar é difícil pra caramba

* Antes de mais nada, quero dizer que esse post fala da amamentação por si só, sem os inúmeros problemas que podem ocorrer. Em momento algum eu condeno as mães que não conseguiram amamentar, ok? Cada uma sabe as dificuldades que enfrentou e as limitações do próprio corpo. É apenas um relato da MINHA experiência. No peito ou na mamadeira, amamentar o seu bebê é um ato de amor sim!


Hoje faz 3 dias que meu baby não quer mais saber de leite materno. Ao mesmo tempo em que fiquei um pouco chateada pela saudade que sentirei desse chamego, me senti extremamente feliz, pois consegui! VENCI!!

Venci? Isso mesmo! VENCI!

Venci porque, ao contrário do que mostram as inúmeras campanhas pelo aleitamento materno, amamentar não é nada fácil. NADA FÁCIL MESMO! É um baita desafio.

Envolve medos, inseguranças, total falta de prática, dor (muita dor), choro, transformações.

Pra mim, os primeiros três meses foram extremamente difíceis - especialmente os primeiros 30 dias. Confesso que, quando chegava a hora dele mamar, sentia vontade de enrolar só mais uns minutinhos pra adiar ao máximo aquela dor horrível que sentia a cada mamada. Meus seios sangraram, doeram DEMAIS.

Sentia até remorso quando olhava meu baby todo feliz mamando enquanto eu só queria que aquela dor acabasse logo (e ele mamava por 45 minutos!!!).

Quando achei que as coisas estavam acertadas (não sentia mais dor nenhuma e ele já tinha pegado o jeito), eis que o fofinho decidiu que não queria mais mamar o leite gordo. Mamava o magro e desandava a chorar desesperadamente. Tive de buscar orientação profissional e essa foi minha salvação. Sem a ajuda deles, eu teria desistido da amamentação ali mesmo.

Foi quando aprendi que, ao contrário do que as campanhas querem enfiar na nossa cabeça, a amamentação não é um processo natural não. O bebê nasce sabendo sugar, mas não significa que nasça sabendo mamar. Tanto ele quanto a mãe são totalmente "calouros" nisso.

Claro que as campanhas são importantes, mas acho que elas precisam ser mais claras. Mais realistas. Se a mulher já sabe das dificuldades que irá enfrentar, estará pronta psicológica e fisicamente. Irá buscar orientação até mesmo antes do bebê nascer.

Sim, você pode amamentar seu filho, mas não! Isso não será uma tarefa simples e fácil. É preciso muita persistência, força de vontade e decisão pra seguir em frente.

Aproveito o post para fazer um comentário que acho muito importante: conheço algumas mães que não conseguiram amamentar (por N razões) e se sentem um lixo por isso. Como assim?! Lixo?! JAMAIS!!

Ser mãe não é só dar o peito não! É cuidar, é amar, é se doar. Pessoas radicais só dificultam ainda mais esse processo já tão duro. Na minha opinião, uma mãe NUNCA deve ser questionada sobre a maneira que amamenta seu filho. Se é no peito ou na mamadeira, o amor é o mesmo. O cuidado é o mesmo. A doação é a mesma.

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Conchas de amamentação

Essa dica vai para as futuras mamães e para quem está começando a amamentar: usem as conchas de amamentação, meninas!

No início, o bico do seio fica muuuuuuito sensível e dolorido. O uso das conchas evita aquele atrito chato com o sutiã e permite que as pomadas cicatrizantes tenham melhor efeito.

Além disso, elas têm um espaço pra reservar o leite que vaza entre as mamadas (nunca dê esse leite para o baby, ok?). Esse leite é ótimo para hidratar o bico do seio. Quando for esvaziar a concha, passe o leite no seio e deixe secar naturalmente. Também têm sistema de ventilação (é fundamental deixar a pele respirar pra ajudar na cicatrização).

Uma reclamação bem comum quanto às conchas é o fato de vazarem demais. Isso pode ser solucionado colocando uma bola de algodão em cada uma. Daí, só precisa ficar de olho: quando o algodão estiver encharcado, tire, molhe o bico do seio, limpe bem a concha e refaça o processo.

**Importante: no início da amamentação (e até um tempo antes do baby nascer), as conchas mais indicadas são as com furo pequeno, pois ajudam a moldar o bico do seio. Depois, as de furo grande são bem mais confortáveis. Também é fundamental que a parte que fica em contato com a pele seja de silicone (mil vezes mais confortável).

Só evite usá-las quando for sair de casa, pois ficam bem estranhas por baixo da roupa. Nesse caso, os discos de algodão são os mais indicados. Eu usei os daJohnson's.

Furo grande


Furo pequeno


Eu usei essa marca. Gostei bastante.


Como usar:


Discos de algodão (pra quando for sair)


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O que a mãe come durante a amamentação...

...é de extrema importância! A gente sabe disso, né?

Mas tirando o lado nutricional, o medo do bebê ter cólicas, a preocupação com a saúde dos nossos pequenos lá na frente, existe um fator de peso nisso: o paladar.

O paladar do bebê já começa a ser formado na fase da amamentação. O fato é que o leite materno não é padronizado. Não tem sempre o mesmo gosto. E esse gosto muda de acordo com o que a mãe come. Fica mais doce, mais salgado, mais amargo, e por aí vai.

Por isso, é super importante manter uma dieta saudável nessa fase, se alimentando com qualidade e da forma como você sabe que continuará se alimentando sempre. Por quê? Porque, quando o baby passar a se alimentar, estará habituado ao sabor, tempero e pratos da família.

Aqui em casa, por exemplo, sempre gostamos de brócolis e nunca deixei de comê-lo. Resultado, meu baby come normalmente e nunca fez cara feia (nem da primeira vez que comeu). Ele realmente já estava adaptado ao sabor. O mesmo aconteceu com as frutas e outros legumes como cenoura, vagem, repolho, moyashi, couve-flor.

Vale a pena ;-)


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Livre demanda?

E hoje é dia de responder a mais dúvidas das leitoras. Muitas mamães de recém-nascidos e gravidinhas me enviam emails (dropsdemae@gmail.com) perguntando se fiz Livre Demanda (LD) com meu bebê e o que acho dela. Virou post:

Nunca fui a favor da LD por achar que a mãe fica muito presa e a criança, por sua vez, passa a entender que todo desconforto será satisfeito com o peito (como já comentei em outros posts, tenho muitas conhecidas nos grupos de maternidade do Facebook que estão com sérios problemas, uma vez que os bebês fazem o peito de chupeta o dia todo).

O bebê, principalmente o recém-nascido, gosta e precisa de colo. Mas isso não quer dizer que ele precise estar o tempo todo no peito da mãe (por isso que sou a favor da chupeta).

Portanto, desde que engravidei, tinha certeza de que faria o método dos horários controlados com meu baby (mamar de 3h em 3h). Para a minha agradável surpresa, não precisei me esforçar quanto a isso, pois ele era um reloginho. Acordava de 2h30 em 2h30 pra mamar....e assim foi até os 6 meses, quando passamos para a fase da Introdução Alimentar.

Por que aprovo esse método? Porque organiza a rotina de toda a família e do bebê. Tirando aquela loucura que são os primeiros 30 dias, a rotina vai se adequando com mais facilidade e a mãe consegue ter tempo para o bebê, para a casa, para um banho, para dormir.

Outras vantagens:

- O processo de desmame foi bem fácil por aqui, já que ele não tinha o costume de ficar o dia todo no meu peito.
- Ele não teve cólicas (já fiz um post sobre o chá de hortelã, mas li muito a respeito do fato que bebês que mamam em LD são mais propensos a terem cólicas por, muitas vezes, mamarem com o estômago ainda bem cheio).
- Como sabia o horário da próxima mamada, conseguia descansar, comer, tomar um banho mais demorado ou simplesmente sentar para ver um filme com o maridão enquanto o baby dormia.
- A Introdução Alimentar foi mais tranquila e organizada, já que ele sempre teve os horários das refeições bem definidos.
- Cuidar das dores e fissuras do início da amamentação era mais fácil, já que tinha um intervalo definido entre as mamadas pra tomar sol nos seios e usar a pomada cicatrizante que me ajudou.

De forma alguma condeno quem é adepta da LD. Cada mãe sabe o que funciona melhor para a sua rotina e a da família. Esse post é apenas a minha opinião e minha vivência, que foi o que foi solicitado pelas leitoras, ok?

Um comentário:

  1. Sensacional amiga! Mais completo que isso é impossível. Eu usei uma concha da Avent e recomendo. Ela é anatômica, flexível e me aliviou das dores do acúmulo do leite.

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