quarta-feira, 11 de junho de 2014

Orelha de abano

Tenho visto muitas mães agoniadas porque acham que os filhos estão ficando com a famosa orelha de abano. Nos grupos do Facebook que participo, algumas declaram até que passam a noite toda acordando pra irem até o berço e verem se o bebê está com a orelhinha dobrada enquanto dorme.


Não se sabe por quê, mas o certo é que criou-se esse mito de que, o que provoca a orelha de abano é a forma como o bebê dorme. Como ela nasce muito molinha e delicada, a cada vez que o bebê deita sobre ela, a orelha fica dobrada e amassada e isso, teoricamente, provocaria o afastamento das orelhas.

Gente!!! Não acreditem nisso, por favor!!! Falei com 3 Pediatras diferentes quando meu bebê nasceu e todos me disseram a mesma coisa:

orelha de abano é genética, simples assim. Não importa a forma como a criança dorme, não importa se ela usa ou não gorro ou se os pais colam fitas cirúrgicas nas orelhinhas (aliás, vamos combinar, né? Essa técnica é um absurdo sem tamanho. Colar a orelha da criança?!). Se for para a criança ter orelhas de abano, ela terá e pronto.

Além dessas opiniões, pesquisei bastante na internet e constatei exatamente a mesma coisa. Portanto, mamães e papais. Chega de neura, né?

As orelhas do recém nascido nascem bem grudadinhas na cabeça e vão se acomodando com o tempo. Isso faz parte do desenvolvimento natural dos babies. Se elas começam a ficar afastadas, não é por culpa da forma como a criança dorme ou pela falta do uso do gorro ou desse adesivo absurdo. É porque alguém na família tem orelha de abano e essa característica genética passou para o seu bebê. É simples e não há o que se fazer.

Segundo os Pediatras com quem falei, se até os 7 anos a situação permanecer, é só fazer a cirurgia - que é ultra simples - e pronto.

Meu bebê, por exemplo, puxou ao pai e tem as orelhas de abano, mas desde os 6 meses é incrível como a distância entre elas e a cabeça vem diminuindo a cada mês. Bem como os médicos afirmaram que poderia acontecer. 

E outra coisa: pra que tanto pânico por causa de algo tão simples, né? É tanta coisa terrível que pode acontecer com um bebê, tanta história que a gente vê nos noticiários - de doenças incuráveis, de defeitos genéticos sérios e que podem levar até à morte - que algo apenas estético nem deveria ser levado tão a sério, concordam? O melhor a se fazer e esperar pra ver como será até os 7 anos e agradecer todos os dias a Deus pela saúde dos nossos pequenos.

Um comentário: