quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Mudar o foco evita o conflito

Quem tem filhos na faixa dos 2-3 anos sabe bem que qualquer coisinha tem o potencial de se transformar em um pesadelo!!

Pequenas regras, ordens, tarefas.....dependendo do dia, essas coisas tão simples podem transformar uma criança linda e obediente em um serzinho enfurecido!

Sabem a tática que mais funcionou aqui em casa pra evitar esses momentos de stress? O desvio de foco!

Tão simples e tão eficiente que, no começo, não achei que funcionaria tão bem..mas acreditem em mim....faz milagres. O milagre está justamente em tirar o pensamento da criança de um ponto "chato" para uma realidade mais interessante. Alguns exemplos:

Quando chega a hora do banho
Ao invés de simplesmente chegar no lindão e dizer: "vamos tomar banho"!
Nós falamos coisas como: "chegou a hora de brincar no chuveiro.....que brinquedos nós vamos levar hoje? O caminhão ou carrinho"? Ou então: "olha só...o papai está te chamando pra brincar, só que agora a brincadeira é na água".

Quando chega a hora de guardar os brinquedos
Ao invés de mandar simplesmente guardar, invento a brincadeira: "vamos ver quem guarda mais brinquedos em menos tempo? Eu ou você"? Ou então: "vamos dividir? Eu guardo os brinquedos grandes e vocês os pequenos".

Quando chega a hora do remédio
Trocar o "hora do remédio" pelo "vamos mandar essa tosse/febre/alergia embora" tem feito maravilhas com o lindão!

Hora de escovar os dentes
Por aqui, nada resolve melhor esse momento do que dizer que conseguimos ver tudo o que ele comeu antes e que a escova é uma super máquina de limpeza. Exemplo: "olha a máquina chegando...deixa ela ver essa boquinha! Meu Deus! Tô vendo um arroz ali.....e um feijão aqui.....e a sobremesa ali no cantinho"

Vejam o que os pequenos mais gostam e puxem pra esse lado sempre que algo deva ser feito....e algo fundamental: avisem antes. Ninguém gosta de ser retirado de uma atividade prazerosa pra fazer outra, né? Você gostaria de que, no meio do filme, alguém desligasse a TV porque é hora de tomar banho? Avise antes, dê um prazo. Aqui, os 5 minutos não falham: "lindão, daqui a 5 minutos é hora de escovar os dentes, tá"?

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Repost: Slow Pareting....Vamos desacelerar?

Um dos textos mais lidos no blog até hoje...

{Post de 28/06/2016}


Eu sou uma grande admiradora dessa tendência, pois realmente não aprovo essa "pressa" toda que forçamos as crianças a viverem hoje em dia.

Mais um desses textos que eu gostaria de ter escrito, porque penso exatamente assim:

A infância tem seu próprio ritmo, sua própria maneira de sentir, ver e pensar. Poucas pretensões podem ser tão erradas como tentar substituí-la pela forma como nos sentimos, vemos ou pensamos, porque as crianças nunca serão cópias de seus pais.
Há alguns meses, saiu uma notícia que nos desconcerta e nos convida a refletir. No Reino Unido, muitas famílias preparam suas crianças de 5 anos para que, aos 6, possam fazer um teste que lhes permite ter acesso às melhores escolas. Um suposto “futuro promissor” causa a perda da infância.
Hoje em dia, muitos pais continuam com a ideia de “acelerar” as habilidades de seus filhos, de estimulá-los cognitivamente, colocá-los para dormir ao som de Mozart enquanto ainda estão no útero. Pode ser que essa necessidade de criar filhos aptos para o mundo esteja educando filhos aptos apenas para si mesmos. Criaturas que com apenas 5 ou 6 anos sofrem o stress de um adulto.
Todos sabemos que, nessas sociedades competitivas, são necessárias pessoas capazes de se adaptar a estas exigências. No entanto, também é necessário perguntar …
Terá valido a pena todo o custo emocional? O perder a infância? O seguir as orientações de seus pais desde os 5 anos?
As crianças são feitas de sonhos e devem ser tratadas com cuidado. Se as dermos obrigações de adultos enquanto ainda são apenas as crianças, arrancamos suas asas, fazendo-as perderem a sua infância.
A curiosidade é a maior motivação do cérebro de uma criança, por conseguinte, é conveniente que os pais e educadores sejam facilitadores de aprendizagem, e não agentes de pressão.
O “Slow Parenting” (pais sem pressa) é um verdadeiro reflexo dessa corrente social e filosófica que convida-nos a desacelerarmos, a sermos mais conscientes do que nos rodeia. Portanto, no que se refere à criança, se promove um modelo mais simplificado, de paciência, com respeito aos ritmos da criança em cada fase de desenvolvimento.

Os eixos básicos que definem o Slow Parenting seriam:

  • A necessidade básica de uma criança é brincar e descobrir o mundo;
  • Nós não somos “amigos” de nossos filhos, somos suas mães e pais. Nosso dever é amá-los, orientá-los, ser seu exemplo;
  • Lembre-se sempre de que “menos é mais”. Que a criatividade é a arma dos filhos, um lápis, papel e um campo têm mais poder do que um telefone ou um computador;
  • Compartilhe tempo com seus filhos em espaços tranquilos.
Respeitemos sua infância, respeitemos essa etapa que oferece raízes às suas esperanças e asas às suas expectativas. (Luiza Fletcher)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Tá faltando maturidade na maternidade??

Ando bem impressionada com a quantidade de textos que vejo na internet de mães desabafando sobre o quanto é horrível a maternidade, as privações da vida com filhos, a falta de dinheiro, a falta de sono, a doação completa, o fato de que muitas vezes, nos esquecemos de nós mesmas em favor dos filhos.

Eu não vejo problema nenhum na honestidade das mães em dizerem o que sentem (eu mesma já fiz inúmeros posts sobre essa realidade), o que vivem e também, tirarem esse falso glamour que, por muito tempo, cercou a maternidade. Aliás...acho tudo isso super ótimo! A maternidade é muito dura e é fantástico que esse lado esteja sendo exposto agora!

Só que eu também me sinto mal, porque de uma hora pra outra, parece que ter filhos virou o maior castigo na vida de uma mulher e de um homem. Parece que ser mãe e ser pai virou uma terrível provação que a vida nos impõe. "Eu odeio ser mãe" se tornou uma frase tão comum que me entristece!

E o que mais me choca: parece que as pessoas têm filhos baseadas em uma ilusão de contos de fadas, propagandas de margarina! Porque as reclamações que eu vejo são infundadas! Por exemplo: é tão surpreendente assim ter que se doar por completo para um filho recém-nascido? Será que lá na gravidez ficou tão difícil assim de imaginar que um bebê recém-nascido é totalmente dependente da mãe? Será que é tão difícil assim imaginar que ele vai precisar de toda a dedicação dos pais por um longo período da sua infância?

Outro exemplo: será que é tão difícil assim imaginar o quanto é pesado passar meses seguidos em casa só pensando em fraldas, mamadas, banho, soneca?

Eu sinceramente respeito e valorizo todos os desabafos que acontecem, mas eu também acho que está faltando maturidade para muitas mães de hoje. Está faltando pé no chão, realismo, vida de verdade. 

É preciso parar de imaginar pais que continuam com suas vidas de antes, como se nada tivesse acontecido. Como se ter uma criança em casa fosse apenas como ir ao supermercado, como ter novos horários para as refeições.

Vamos ser realistas! Vamos ser adultos! Desabafar de alguns pequenos problemas que a vida com filhos traz, é super normal, mas desabafos como os que eu andei lendo de que "eu me arrependo de ter filhos porque não consigo mais comer uma comida quente", de que "eu odeio a maternidade porque eu não consigo mais dormir como eu dormia antes", "eu odeio ser mãe porque não consigo mais sair na hora que eu quero", "eu odeio a maternidade porque não consigo mais estar com as minhas roupas sempre impecáveis"!

Será que ter a vida transformada depois dos filhos é algo assim tão surpreendente mesmo pra essas pessoas que escrevem esses textos imensos? Será que elas realmente imaginavam que, assim que o bebê nascesse, a vida ia continuar absolutamente como era antes?

Espero que você entendam que eu não condeno em absoluto os desabafos maternos e as mães que mostram a maternidade como ela é.....só ando chocada com o fato de tantas mulheres estarem imensamente infelizes, decepcionadas e iludidas com a vida por motivos tão óbvios quanto "ter um bebê em casa e precisar trocar fralda o dia todo".....pra mim, é como um médico dizer que odeia a medicina porque vê sangue. Ou um veterinário dizer que odeia a profissão porque não suporta cheiro de bicho. Ou uma vendedora dizer que não suporta o trabalho porque detesta ter contato com gente.

E o que mais me entristece é a quantidade de mães que se deixam influenciar por esses textos e acabam odiando a maternidade também. Porque na real, é claro que a maternidade não é um mar de rosas, mas resumi-la apenas aos fatos difíceis é, no mínimo, injusto. Resumi-la aos problemas e dificuldades óbvias é muito errado. Dificuldades existem, mas todas são contornáveis.

Dificuldade mesmo é ter um filho doente, é perder o bebê antes do tão sonhado parto. É ficar sem o filho nos braços enquanto ele está em uma UTI....e sabem o que mais me choca? Ver que essas mães com problemas tão duros e reais, nunca fazem textões dizendo que odeiam a maternidade. Sabem por quê? Porque elas dariam tudo pra estarem em casa, com seus pequenos, vivendo esses "problemas" que fazem tantas mulheres odiarem ser mães.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

A diferença é o que nos une

E o primeiro vídeo do ano não poderia ser mais lindo e especial! Fiquei encantada com a iniciativa do Mundo Bita!

Pra mostrar para os pequenos que são justamente as diferenças que nos unem!



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Lábio Leporino

Dia de responder à duvida da leitora que, no último ultrassom, ouviu do médico que seu bebê bem lábio leporino. 


Como se forma o lábio leporino?
Entre a quarta e a sétima semana de gestação, as células que formam o rosto começam a se movimentar para o centro da cabeça e assim, formam o lábio, o nariz e os olhos do bebê. Quando acontece o lábio leporino, é porque o tecido que forma os lábios e o palato, não se unem corretamente.

Em alguns bebês, essa abertura é pequena e atinge somente o lábio, e em outros, é grande e pode atingir até mesmo o nariz e o céu da boca. A falha pode ser em apenas um lado ou dos dois lados da boca.

O que fazer quando o bebê nasce com esse problema?
Será agendado um procedimento cirúrgico para corrigir a falha. A idade do bebê varia muito de médico pra médico e da intensidade da abertura. Alguns já fazem assim que o bebê nasce, outros preferem esperar mais, nunca passando dos 12 meses. Em alguns bebês, uma única cirurgia já corrige o problema. Em outros, com abertura mais acentuada, podem ser necessárias mais intervenções cirúrgicas pra corrigir totalmente a falha.

É possível amamentar o bebê de lábio leporino?
É sim, mas o acompanhamento profissional é fundamental. Já na gestação, entre em contato com o banco de leite de sua cidade, fale com as enfermeiras, busque médicos e clínicas especializadas em amamentação.  Dependendo da profundidade da abertura, uma mamadeira especial pode ser necessária.

Posso escovar os dentinhos normalmente?
A higiene bucal é ainda mais importante quando o bebê tem lábio leporino e precisa de orientação e acompanhamento profissional. Novamente, é importante buscar ajuda desde a gravidez pra se preparar e ganhar mais experiência. Fale com um odontopediatra e peça toda as orientações possíveis. Esse profissional irá acompanhar vocês por muitos anos.

E como fica a fala?
Crianças com lábio leporino precisam de ajuda de fonoaudiólogo pra que consigam desenvolver a fala corretamente.
Existem fatores de risco para o desenvolvimento do lábio leporino?
Ainda não se chegou a uma conclusão 100% certa sobre o que causa o problema, mas alguns fatores já são conhecidos por facilitarem a má formação dos lábios:
. fumar ou consumir bebidas alcoólicas durante a gravidez,
. a mãe ser diabética,
. uso de medicamentos para tratar epilepsia e enxaqueca e, também, o uso de esteroides,
. não tomar suplemento de ácido fólico no início da gestação,
. mãe que engravida estando com quadro de obesidade.

Lembrando que, apesar de preocupante no início, o lábio leporino é um problema solucionável em todos os casos, desde que se faça a cirurgia e o acompanhamento de forma correta. Confiram alguns casos:






quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Repost: Adaptação Escolar

Estamos em fase de volta às aulas e, para as mães e pais que estão levando os pequenos para a escolinha pela primeira vez, é bem mais difícil e doloroso do que parece. Por isso, o repost dessa semana é pra ajudar vocês que estão passando por esse processo. 

No link, vocês vão encontrar o relato completo de como foi a adaptação do lindão, junto com dicas bem bacanas que aprendi durante o processo. Pra ficar na ordem, leiam de baixo pra cima, ok?

Espero que curtam!

É só clicar no link: ADAPTAÇÃO ESCOLAR