quinta-feira, 30 de junho de 2016

Estamos explicando os nossos "nãos"?

Eu já falei aqui no blog sobre a importância de economizarmos nossos "nãos", lembram? Mas, às vezes, eles são sim extremamente necessários e importantes. Só que precisamos tomar cuidado com isso também...sabem por quê? Porque dizer "não" sem explicar a razão daquele "não" é como chover no molhado, porque a criança fica perdida, sem saber o motivo daquela proibição e, lá na frente vai fazer o quê? Repetir o mesmo erro mais uma (e mais uma, e mais uma, e mais uma) vez.

E como nós, pais, ficamos nessa? Esgotados, estressados e irritados porque eles nunca aprendem, né?

Pois resolver essa questão é mais simples do que parece (não é rápida, mas é simples e dá efeito de verdade).

O segredo é: EXPLICAR! Simples assim!

* importante lembrar: essa técnica começa a funcionar em crianças a partir de 2 anos e meio...antes disso, é simplesmente "não" mesmo, já que ela não terá maturidade suficiente ainda pra entender sua explicação.

Ao invés de dizer: "desce da cadeira", diga: "desce da cadeira...você pode cair e se machucar".

Ao invés de dizer: "pare de correr pelo shopping", diga: "você não pode ficar correndo pelo shopping, porque pode machucar um bebê ou um vovô ou ainda, pode se perder e nunca mais vai ver a mamãe e o papai. Já pensou que triste?"

Ao invés de dizer: "não pode comer doce antes do almoço", diga: "você não pode comer doce antes do almoço porque vai ficar sem fome. Quando comer sua comida, aí sim merecerá o doce".

Explicar, ajuda a criança a formar uma espécia de "almoxarifado" mental. Claro que as coisas não irão se resolver na primeira explicação, mas aos poucos, você irá precisar menos se explicar e até mesmo dizer o famoso "não", porque o conceito já estará na cabeça da criança.

Depois de ouvir a mesma explicação algumas vezes, ela mesma irá se lembrar, lá na frente, por exemplo, quando for pedir pra comer um doce antes do almoço, que não adianta pedir isso, porque não é permitido. Ou então, quando ela sentir aquela vontade de correr pelo shopping, vai se lembrar do perigo que é machucar alguém ou se perder dos seus pais.

Essa dica está fazendo uma grande diferença aqui em casa. Nossos "nãos" estão diminuindo na mesma proporção que nossa paciência está aumentando....rsrsrsrs.....em alguns pontos, o próprio lindão já se auto explica, como por exemplo, dia desses, quando ele e a prima estavam correndo pelo pátio da igreja, nós chamamos os dois e só perguntamos: "por que vocês não podem correr aqui?" E eles prontamente responderam: "porque não podemos machucar as pessoas!"

E pararam de correr! Da próxima vez, certeza que vai acontecer exatamente a mesma coisa, mas depois de mais algumas explicações, eles vão se lembrar sozinhos de não correrem ali.

Como já disse aí em cima, não é uma técnica rápida. Ela exige paciência extra dos pais, mas estou sentindo na própria pele: vale a pena!

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Repost: Gravidez e salto alto

Continuo recebendo muitos emails com essa dúvida (assunto pra lá de importante, né?):

Post de 23/03/2015

Recebo muitos emails de gravidinhas me perguntando o que acho da combinação salto alto + gravidez e se usei quando estava grávida.


Vamos por partes: usei sim durante a gravidez, mas abandonei o salto alto a partir do sexto mês. Me sentia desconfortável e morria de medo de cair. As sapatilhas me deixavam muito mais segura e extremamente confortável.

O que acho sobre o uso? Creio que vai de mulher pra mulher. Se a gestante consegue se equilibrar no salto mesmo com o inchaço dos pés e a barriga mudando todo o centro de equilíbrio dela, ótimo!

Mas eu acho que é preciso um cuidado redobrado. Não vejo necessidade, por exemplo, de uma grávida usar salto 15, como vemos muitas famosas fazendo. Os riscos não compensam! Já pensou o perigo que é levar um tombo estando com aquele barrigão todo?

Vejo a gravidez como um estado em que a mulher precisa sim se cuidar e fazer de tudo pra se achar bonita (apesar de ser difícil), mas em primeiro lugar, está a segurança.


Os ligamentos (que servem para manter as articulações que sustentam o nosso corpo) se afrouxam na gestação, deixando as articulações mais frágeis e, consequentemente, suscetíveis a torções. O salto alto provoca mudanças no centro de gravidade do corpo, contribuindo para o desequilíbrio e trazendo riscos para as grávidas, como torções e quedas.

Ou seja, o salto alto só vai aumentar o risco de queda. Tenho uma amiga que, aos 7 meses, levou um tombo sério em um casamento por estar de salto alto e teve que passar por um parto de emergência. Até hoje ela se culpa dizendo que, se estivesse com um salto baixo, isso não teria acontecido.

O recomendado é, caso você não abra mão de um salto, usar o de no máximo 3cm e quando não for caminhar muito. Prefira os modelos mais confortáveis, como os quadrados e os anabela.


E acima de tudo: cuidado!!! Sinta-se bem e confortável!! De nada adianta ficar no saltão, mas morrendo de dor nas costas e com os pés parecendo duas bolas, né? Não compensa, gente!! O desconforto não compensa meeeeeeeeesmo!!

terça-feira, 28 de junho de 2016

Vamos desacelerar? Conheçam o Slow Pareting.

Eu sou uma grande admiradora dessa tendência, pois realmente não aprovo essa "pressa" toda que forçamos as crianças a viverem hoje em dia.

Mais um desses textos que eu gostaria de ter escrito, porque penso exatamente assim:

A infância tem seu próprio ritmo, sua própria maneira de sentir, ver e pensar. Poucas pretensões podem ser tão erradas como tentar substituí-la pela forma como nos sentimos, vemos ou pensamos, porque as crianças nunca serão cópias de seus pais.
Há alguns meses, saiu uma notícia que nos desconcerta e nos convida a refletir. No Reino Unido, muitas famílias preparam suas crianças de 5 anos para que, aos 6, possam fazer um teste que lhes permite ter acesso às melhores escolas. Um suposto “futuro promissor” causa a perda da infância.
Hoje em dia, muitos pais continuam com a ideia de “acelerar” as habilidades de seus filhos, de estimulá-los cognitivamente, colocá-los para dormir ao som de Mozart enquanto ainda estão no útero. Pode ser que essa necessidade de criar filhos aptos para o mundo esteja educando filhos aptos apenas para si mesmos. Criaturas que com apenas 5 ou 6 anos sofrem o stress de um adulto.
Todos sabemos que, nessas sociedades competitivas, são necessárias pessoas capazes de se adaptar a estas exigências. No entanto, também é necessário perguntar …
Terá valido a pena todo o custo emocional? O perder a infância? O seguir as orientações de seus pais desde os 5 anos?
As crianças são feitas de sonhos e devem ser tratadas com cuidado. Se as dermos obrigações de adultos enquanto ainda são apenas as crianças, arrancamos suas asas, fazendo-as perderem a sua infância.
A curiosidade é a maior motivação do cérebro de uma criança, por conseguinte, é conveniente que os pais e educadores sejam facilitadores de aprendizagem, e não agentes de pressão.
O “Slow Parenting” (pais sem pressa) é um verdadeiro reflexo dessa corrente social e filosófica que convida-nos a desacelerarmos, a sermos mais conscientes do que nos rodeia. Portanto, no que se refere à criança, se promove um modelo mais simplificado, de paciência, com respeito aos ritmos da criança em cada fase de desenvolvimento.

Os eixos básicos que definem o Slow Parenting seriam:

  • A necessidade básica de uma criança é brincar e descobrir o mundo;
  • Nós não somos “amigos” de nossos filhos, somos suas mães e pais. Nosso dever é amá-los, orientá-los, ser seu exemplo;
  • Lembre-se sempre de que “menos é mais”. Que a criatividade é a arma dos filhos, um lápis, papel e um campo têm mais poder do que um telefone ou um computador;
  • Compartilhe tempo com seus filhos em espaços tranquilos.
Respeitemos sua infância, respeitemos essa etapa que oferece raízes às suas esperanças e asas às suas expectativas. (Luiza Fletcher)

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Vida de mãe

Todas as mães (sem exceção), vão se identificar com esse vídeo....rsrsrsrs....cliquem no vídeo e divirtam-se:


quinta-feira, 23 de junho de 2016

Vocês conhecem o BabyHug?

Achei essa ideia genial.....pena que não conheci quando o lindão era bebê....rsrsrs

Ventrix acaba de lançar o BabyHug – primeiro wearable (acessório que é fixado na roupinha) para bebês que consegue monitorar os pequenos 24 horas por dia.

O BabyHug permite, em tempo real, monitorar qualquer ação da criança, como respiração, movimentações, posição e atividades que possam ser anormais e que coloquem a vida do bebê em risco. Todo o processo pode ser acompanhado pelos pais com imagens ao vivo, por meio da internet, de qualquer celular ou tablet.

O acessório pode ser encontrado em sites como: Americanas, Ponto Frio, Submarino, Casas Bahia, Shoptime, Mercado Livre, entre outros. O produto vai além de uma babá eletrônica, já que os pais conseguem monitorar e interagir com o bebê por meio de vídeo e áudio.

Achei fantástico, gente!! E vocês?


quarta-feira, 22 de junho de 2016

Repost: Cebola contra a tosse

Repost duplo hoje!!

Nessa época do ano é sempre bom relembrar esse milagre da cebola, né? Rsrsrsrsrs....ela não cura a tosse, mas acalma os ataques que sempre aparecem a noite. Além disso, vou repostar outro tema relacionado à cebola, mas dessa vez, falando sobre o perigo que é reutilizá-la depois do uso contra a tosse.

Post de 27/02/2014

Têm certas coisas que a gente lê ou ouve que são difíceis de levar a sério, né? Pra mim, essa dica foi uma dessas coisas: colocar uma cebola cortada perto do berço pra acalmar a tosse do baby.

Sempre achei isso muito estranho e também, ficava pensando no cheiro que essa história deixaria no quarto do bebê....rsrsrsrs...



Mas essa noite tive que tirar a prova, pois meu baby teve uma super crise de tosse. A ponto de vomitar, tadinho.

Fui lá na cozinha, peguei uma cebola, cortei e deixei no trocador, que fica ao lado do berço. Pois não é que funcionou? Impressionante!! A partir desse momento, a tosse simplesmente sumiu e ele pôde dormir tranquilo.

O cheiro é realmente desagradável, mas nada demais e, além disso, sai rapidinho. Vale suuuuuper a pena, mamães.

Ah!! Também é importante manter a cabecinha deles levemente elevada. Pra isso, um travesseiro anti-refluxo ou um travesseiro comum ou uma almofada ou qualquer outro volume por baixo do colchão resolve.

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Cuidado com a cebola:

Recebi essa orientação de uma Nutricionista e achei muito importante compartilhar com vocês aqui no blog:

A cebola só deve ser usada uma vez, inteira!

Nada de comprar aquelas cebolas enormes, cortar só metade e guardar a outra metade na geladeira para a próxima receita. Compre a pequena ou a média e use tudo de uma vez.

São dois os motivos desse cuidado:

1) A geladeira, por ser um ambiente úmido, deixa a cebola muito mole e sem sabor.
2) A cebola tem o poder de "sugar" todas as bactérias, fungos e sujeiras do ar. Após alguns minutos aberta, começa a fazer isso. Portanto, se nós guardamos um pedaço pra usar depois, esse pedaço estará totalmente contaminado quando for utilizado.

Então, fica a dica: cebola a gente corta uma só vez...e inteira!! Pique bem, use na receita e pronto.....pra evitar desperdícios, fuja das grandes. Aposte sempre nas médias e nas pequenas.

Ah!! E essa dica vale para todos os tipos e cores, ok?

Ah! E o mesmo vale para a cebola que for usada pra acalmar a tosse....usou, jogou fora.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Novo prazo para a cesárea

Muitas leitoras entraram em contato pedindo mais detalhes sobre o novo prazo de 39 semanas para a realização da cesárea. Reuni as perguntar nesse post pra esclarecer todas as dúvidas e facilitar pra vocês:

Por que esperar a gestação completar 39 semanas?
Pesquisas apontam que entre a semana 37 e a 39, o bebê está em uma fase importante de desenvolvimento do cérebro, dos pulmões e do fígado. No ultrassom, sempre existe a possibilidade de erro da data gestacional, então, esse prazo veio para diminuir os efeitos desse possível erro de cálculo das semanas, pois crianças que nascem muito antes da hora, são mais vulneráveis a problemas respiratórios, têm dificuldade de manter a temperatura do corpo e de se alimentar.

Quem é diretamente atingida por esse novo prazo?
As mães que optam pela cesárea pré-agendada, ou seja, com data e horário marcados com antecedência.

Vou precisar assinar algum documento?
Sim, pois a nova legislação exige que mãe e médico assinem um termo de concordância, onde a gestante afirma que é sua opção e de sua vontade fazer a cesárea pré-agendada.

E se eu quiser cesárea, mas esperando a bolsa estourar?
Neste caso, não há exigência nenhuma, pois a data do nascimento dependerá de quando a bolsa estourar.

E a cesárea de emergência?
Ela não tem relação com esse nova norma, pois envolve um procedimento de emergência, caso os médicos percebam que não há possibilidade de seguir com o parto normal.

E se houver necessidade de adiantar o parto?
Neste caso, o parto será considerado de emergência e não haverá mudanças quanto ao que vemos hoje (cesárea de emergência, acompanhamento médico pós-parto da mãe e do bebê e permanência do bebê na UTI, caso necessário).